Monday, April 25, 2011

Entrevista do sociólogo Árife Amaral Melo para a REVISTA DA FOLHA.

Olá pessoas....

Em setembro do ano passado, fui entrevistado peso site da "Revista da Folha", onde falei um pouco sobre religião e gostaria de deixar aqui para compartilhar com os leitores do blog.

Abraços!


06/09/2010 - 14h42

Arianismo não coloca em risco a doutrina católica; ouça sociólogo

FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

No quarto século da Era Cristã, Ário, bispo de Alexandria, negava a natureza divina de Cristo, ou seja, professava a ideia de que existe apenas um Deus e Jesus é seu filho e instrumento, contrariando aqueles que acreditam na trindade divindade.
Divulgação
Volume mescla suspense, religião, história, arte, documentos e rituais
Volume mescla suspense, religião, história, arte, documentos e rituais
Na época, a teologia católica ainda não era bem definida, muitas teorias diferentes ou conflitantes disputavam a preferência dos fiéis e dos sacerdotes. No Concílio de Nicéia, ocorrido em 325, decidiu-se adotar a versão da trindade e da natureza divina do messias, fortalecendo, assim, o mistério da concepção virginal de Maria.
O Concílio de Constantinopla, realizado no ano de 381, reafirmou a ortodoxia de Nicéia e condenou a hipótese do alexandrino, que passou a ser considerada uma heresia. Apesar de ter sobrevivido até o século sete, o arianismo entrou em declínio.
Após um período no esquecimento --pelo menos para a maioria--, a proposta reapareceu, certas vezes disfarçadas, em livros e filmes, como "A Última Tentação de Cristo" e "O Código da Vinci". Aliado a isso, os escândalos de pedofilia envolvendo membros do clero enfraquecem e comprometem a imagem do Vaticano.


Procurado pela Livraria da Folha, o sociólogo Árife Amaral Melo esclareceu que o arianismo da literatura não provoca efeito comprometedor à teologia católica. Elementos externos desse gênero não são comparáveis aos danos causados por escândalos de pedofilia, por se iniciar dentro da igreja. Ouça o especialista.

video

 Agradeço a todos que sempre presitigam o blog...

Abraços!




Saturday, April 16, 2011

Violência, Crime e o nosso velho amigo Durkheim...

Olá pessoas...

Depois de um certo tempo afastado do blog, não poderia deixar de retornar sem abordar os ultimos acontecimentos tão realçados pela mídia. Estou falando sobre o caso das mortes ocorridas na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, onde o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, ceifou a vida de vários adolescentes e depois a sua própria.

Não pude deixar de comentar com meus alunos sobre o ocorrido e a figura "ultrapassada" de Durkheim vem à tona. É óbvio que não quero aqui fazer nenhuma apologia ao positivismo durkheimiano, mas não posso deixar de atribuir ao "Pai" da Sociologia seu papel de relevância nas análises sociais.

Quando Émile Durkheim analisa os fatos sociais, tidos como gerais, coercitivos e exteriores ao indivíduo, um destes que mais causa polêmica e que é considerado um "Fato Social Normal"pelo autor, é o Crime. Segundo Durkheim,

"O crime não se observa só na maior parte das sociedades desta ou daquela espécie, mas em todas as sociedades de todos os tipos. Não há nenhuma em que haja criminalidade." Portanto, podemos concluir que desde que o crime não venha a desempenhar nenhum transtorno social, o memso considera-se normal".

No entanto, o sociólogo considera que há determinados limites a serem aceitos para que se constitua normalidade. É nesse momento que há a necessidade de delimitação do que pode ser considerado um "Fato Social Patológico":

"Pode, sem dúvida, acontecer que até o crime tome formas anormais; é o que acontece, quando, por exemplo, atinge uma taxa exagerada. Efetivamente não há duvida de que esse excesso é mórbido. O que é normal é simplesmente que exista uma cirminalidade, contanto que atinja e não ultrapassse para cada tipo social um certo nível que talvez não seja impossível fixar de acordo com as regras precedentes". 


Tomando a explicação durkheimana como base, cabe uma reflexão que gostaria que todos os leitores desse blog pudessem fazer: Por que determinandos acontecimentos como esse, apesar de gerar grande comoção, estão se tornando cada vez mais corriqueiros?

Quero deixar claro novamente que não sou adepto do positivismo de Durkheim, mas sua contribuição para a delimitação de "Normal" e "Patológico", tem muito a nos propor em matéria de pararmos um pouco de pensar somente nos acontecimentos que nos afetam enquanto pessoas. e começarmos a ver ao nosso redor que nossa sociedade não está tão saudável quanto aparenta.

No mais, é um desabafo, e caso sinta necessidade, ainda poderei estar editando esse tópico, ou criando um novo.

Abraços!